Vida

Andamos leves pelos recantos de uma vida. Tida como a alma do nosso caminhar, é a vida sinónimo do que somos… ou que pomos em cada dia. Por vezes é o que conseguimos fazer e não aquilo que queremos. O queremos são utopias, quando sonhamos inertes. O queremos são factos, quando apenas somos uma parte da realidade em pleno. Isto consegue-se sem pensar muito, apenas ser objectivo. Não pensar demasiado, não sonhar o que não se pode… ir com aquilo que a vida nos dá! E a vida é muitas vezes uma metáfora de um movimento síncrono com as nossas características fisiológicas. Mas será muito mais, porque nós somos muito mais que o dia-a-dia. Sonhamos, iludimo-nos, lutamos por algo mais, sentimos emoções como carrocel numa viagem.
Talvez este texto nada diga, mas que siga ao menos para algo que se sinta.

ZC-01/12/2010

Semeie uma ideia

Li algures numa minha pesquisa antiga e aqui vos deixo esta citação:

«Semeie uma ideia e colha um acto.
Semeie um acto e colha um hábito
Semeie um hábito e colha um caracter
Semeie um caracter e colha um destino.»

A proposito desta ideia aqui fica um exemplo de como dois fantásticos musicos fenomenais, fazem jus ao texto que acima transcrevo.






Bom fim de semana.
Apaziguantes saudações cordiais.

ZC - 12/11/2010

Projecto

Já falei neste projecto há bastante tempo e tem estado na gaveta, mas subitamente sinto que está na hora de o terminar. Por isso ultimamente tenho me dedicado a ele.
A base deste projecto é um poema da Madre Teresa de Calcutá que a seguir transcrevo, na qual explanarei os temas de cada verso. Para dar um toque especial terá uma foto por cada tema, tiradas também por alguém muito especial. A Micas, a minha companheira de sempre.
Em breve haverá noticias :-)


“O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocarmo-nos
O maior obstáculo? O medo
O maior erro? Abandonarmo-nos
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distracção mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desalento
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar
A coisa mais feliz que se pode fazer? Ser útil aos outros
O maior mistério? A morte
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? A mentirosa
O pior sentimento? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? A oração
O caminho mais rápido? O correcto
A sensação mais grata? A paz interior
A expressão mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O optimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do universo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? O amor" In Madre Teresa de Calcutá


Apaziguantes saudações cordiais.
ZC - 24/10/2010

Sabor de Sonhar

Deveras, já seria tempo de estar recolhido num sono sobre o espectro do descanso! Mas os sentidos ficaram alerta com esta vontade de estar aqui a escrever.
É uma coisa menor, apenas uma breve ideia, um breve sonho, um breve alimento da alma.
Por mais que conheçamos, por mais que vivamos procuramos sempre mais e melhor. Lutamos, corremos, trabalhamos... mas em momentos como este o que vale é o sabor de aqui sonhar, o prazer de ver com os dedos, o desejo de sentir com a alma.
E pensar, também que é a minha sina ou apenas uma forma de estar.

Boa continuação do vosso caminho.

Apaziguantes saudações cordiais.

Descontrair

As férias a terminar, e uma musica para descontrair.




Bom fim de semana a todos!

Apaziguantes saudações cordiais

O que sou

«O que poderei dizer de mim,
Se é dos outros que eu me faço
O que poderei dizer o que sou,
Se é na vida que vivo
E se dentro de mim abraço minha imensidão
Calo-me tanto perante isso
Que nem sei o que dizer de mim

O que poderei dizer de mim
Se o que é de mim
Nem eu sei, nem vejo
Só sinto veementemente
Como um abraçar das minhas encostas
Repostas sempre no que é de mim
Num afim de uma ceara
Imensa e terna como a beber num coração
Tão bom e humedecido numa ténue loucura
Mas essa é a minha cura
O que de mim é e serei
Ser sem mais não
Naquilo que de mim eu faço.»


ZC-01/09/2010

Princesa

Grandíssima lua, são teus cabelos de relance
Em que chego e já fui numa saudade estonteante

Chego, mas já foram tantos os minutos só num
E teus olhos são a minha praia de areias lisas e árvores grisalhas de tanta beleza.

Podem hastear todas as bandeiras redundantes
Que a minha praça é a guia do ponto de luz que reluzes nos teus modos

Fito teu beijo doce
Com um dose de mimos, em que rimos até ao fundo dos seres

Na naturalidade de quem é um só
Deslaço-me de qualquer nó, até ás águas

Mornas de um rio,
E retorno nas suas margens, correndo

Caminhando contigo
Sonhando até acreditar que consigo

Vem,
Porque és a nascente da minha vida
Em que me faço membro desde um solarengo Setembro

E desde aí meu olhar verde
Minhas mãos cerradas se abriram
Meu abraço roliço
Ficaram numa senda,
Numa lenda que é aconchegar-me ao sol
Quente e mais que uma paisagem,
Um sítio, uma pessoa, um acontecimento…

É mais que isso,
ÉS TU, TU mesmo a minha princesa.

ZC - 14/08/2010

A vida no seu momento

Deixo aqui um pequena homenagem a uma pessoa que nos deixou, e que admirava pela sua calma, pelo humor, pela sua dimensão humana. Até sempre António Feio.

A propósito disto, lembro-me da mensagem que ele deixou na Internet em que dizia aproveitem a vida. E por isso, transcrevo um texto que escrevi há algum tempo (porque ultimamente ando tão sem forças que nem escrever consigo), filosofando sobre a importância do momento e da sua vivência na essência. Aqui fica, espero que gostem.


«O tempo sobra como as solarengas postas de sol se agarram a cada monte, a cada pele de terra. Gasta-se como os minutos passam por mim desgastando uma vida, várias vidas a todo o volume. Só sabemos que o nosso tempo é mais curto, mas sem saber se é fortuito.
O nosso tempo é relativo, a nossa vida é contingente… é tudo como se fosse a página a escrever, mas que a todo o momento será virada e apenas será as costas de mais histórias a contar. Cada dia, cada nosso copo de tempo será uma linha que nos é proporcionada a escrever. Ela ficará bem escrita ou não, mas o mais importante será as raízes que deixaremos. Passamos aqui com almas gigantes nas ruas, nas paisagens, nas casas, no trabalho e isso fica. Fica a poeira nossa em cada palma.
Procuro no tempo a vida, que se me tira a cada esquina de mundo. Me tira e me é dada no que alcança. Só que começo de novo a cada tempo, sempre de novo.
É engraçado, porque a maioria da gente começa sempre do zero mas literalmente. O momento vives um aflição, uma alegria mas logo tudo se esquece e no novo tempo, a ilusão encarnace-se e começa-se de novo como se nunca se tivesse magoado rido, etc. Mas têm razão porque cada novo tempo que nos é dado é diferente de todo aquele que passou. È diferente, porque estamos mais velhos, porque está mais frio, mais quente, as pessoa mudaram, a situação alterou-se, o pais é diferente, o emprego é novo. A cada tempo, a cada pano de vida que nos é coberta, é novo, é e será sempre cada segundo que me é dado. E pensamos que este circulo é eterno. Será bom pensar assim? Não será neste modo de pensar que as pessoas são felizes? Nunca encarnarem a sua essência humana de seres vagos e mortais e se embevecerem no cálice da eternidade.
Mas a verdadeira eternidade é sabermos da nossa mortalidade como trave mestra do nosso ser. Aí toda a essência e profundidade do nosso ser será alcançada na nossa forma de ser e estar.»


Apaziguantes saudações cordiais

Equivocos

Este texto que aqui publico já foi escrito por mim há mais de um ano, e na altura escrevi-o para um projecto meu que está em banho maria, mas que se aplica ao momento. O trabalho que estou a fazer é escrever um texto sobre vários temas, e tirar uma fotografia alusiva a esse mesmo tema. Espero um dia terminá-lo, pois será uma grande alegria. E um tos temas é «Equivocos». Daí este texto, que aqui vos transcrevo. Por vezes as pessoas equivocam-se, com bases em interpretações, julgamentos que não fazem qualquer fundamento. Como li algures «A coisa mais difícil do mundo é conhecermo-nos a nós mesmos, e o mais fácil é falar mal dos outros (Tales de Mileto).»!



«São as palavras, tantas
Perdidas nas interpretações obtusas

São as ilusões, tantas
Ressarcidas nas palavras circundantes

São as ambiguidades, tantas
Vislumbradas nas linhas de um confuso coração

São tantos os equívocos
por entre tamanhas privações e deslumbramentos
e mil confusões de mil julgamentos

Mas é neste tantos e tantos e enormes enganos
Que a humanidade se vai ostracizando»

ZC 17/7/2010

Voa e vive

Voa,
Voa meu pensar que a mim entoa

Leva as asas como uma gaivota
Os sonhos de minha alma devota

Voa,
E sonha mesmo que as águas leves das lágrimas
Venham como adereço

Assim terás,
Pelo menos a lavagem dos males do rosto

E sobrará a experiencia
Como a tua ciência

O teu cunho nas terras, nas arvores, no vento

Ficará sempre
Porque a terra absorve e devolve.

Voa ao som deste som magnifico de Enio Morriconi, deixa-te levar pela maravilha... Para ti Micas, em especial (violinos, que gostas muito:-))



ZC - 06/07/2010

Tempestades

«Escuto-me, numa dor imensa! Tensa quase a forma de respirar os pensamentos... Fico por vezes comigo perdido, e sozinho penso calar tal expressão!
Seguro-me na inércia de nada ser, algures entre a nulidade e a invisibilidade do espirito. Só a alma mantém-se como uma névoa de vento...
Não sei sentir amenamente, fico entre o muito e o bloqueio. Algo que me paralisa os movimentos.
Sou eu que não me valorizo e não me confio a grandeza de ser eu entre milhares de pessoas, não saboreio e desfruto do tesouro que tenho entre as pessoas.

Perante as minhas tempestades, trouxeste-me luz e sol e a minha alma perdida.
Mas por vezes submeto-me às minhas proprias tempestades, como se elas fizessem parte de mim.

O medo de que as tempestades me devastem tudo o que tenho.. só me fazem doer a minha dor ainda mais.»


Mario V. Rafael - 2010

Vive

Ando mesmo cansado e com muito trabalho e nem consigo vir até cá deixar alguns pensamentos. No entanto, tento não andar adormecido do importante da vida. Porque muitas vezes andamos numa correria, que pensamos que ficaremos aqui para sempre.
A musica que deixo aqui hoje, pode parecer um pouco triste, mas reflecte um pouco isto. Acabamos todos por ir embora daqui e passa muito depressa. Por isso, vivam o mais que possam, lutem com o máximo de coragem possivel.
Deixo aqui um pequeno texto que escrevi há umas semanas atrás, que tem a ver esta temática.

A proposito disso, li um livro que será um dos melhores de sempre e me acompanhará sempre: «Às terças com Morrie» de Mitch Albom.




«Voa,
Voa meu pensar que a mim entoa

Leva as asas como uma gaivota
Os sonhos de minha alma devota

Voa,
E sonha mesmo que as águas leves das lágrimas
Venham como adereço

Assim terás,
Pelo menos a lavagem dos males do rosto

E sobrará a experiencia
Como a tua ciência

O teu cunho nas terras, nas arvores, no vento

Ficará sempre
Porque a terra absorve e devolve.»










Apaziguantes saudações cordiais
Apenas a pensar... nem escrevo nem digo e por isso ficos menos eu.

A pensar apenas...


Não posso deixar de publicar e desejar aqui os meus sinceros Parabens aos pais, avós e principalmente à tia (pois é me querida) do pequeno Afonso! O mais marcante nestes ultimos dias.

Muitos parabens!



Apaziguantes saudações cordiais
Uma pausa nas músicas, mas não tanto no pensar, no reflectir que tanto mergulho no rio dos meus dias.
Umas breves palavrass em forma de texto:

No sabor de se ser completamente
escuto-me com a atenção, olhando-me no meu olhar

viajo por mim, lendo, estando tanto mais
que muitos momentos do dia de trabalho em que pareço ser mais útil

mas será tanto ou mais útil
toda a musica que sinto no silêncio de me encontrar

de ouvir as letras e palavras que profiro na minha conversa
ao ser eu completamente

leve e calmo mastigando segundos saborosos
aqui na minha breve condição de ser»

Apaziguantes saudações cordiais
Nesta hora de pausa e de mil e um pensamentos surgiu-me este texto, muit imperfeito, mas genuino e natural.
Deixo um desafio: QUE TITULO DARIAM A ESTE TEXTO???






«Que linha somos
e que alma alimentas nobre luz?

É através da voz adornando para nosso leito
que a preceito é aquele que nascemos
[e que precisamos de descobrir]

E no olhar que rebate mais que os sinos da mente
quando abraças e aconchegas fixando com os sentidos

E até no lembrar e manifestar o teu ar
na corrente da palavra

A luz é a nossa alma
desde que alimentemos a nossa linha, que somos nós.

Aquele nós, que só eu sei
só tu sabes
só lá no fundo

E se vê
Um lume envolvente que estira a benção de ti nos outros.»

Invictus

Um grande homem, um grande poema, uma lição de vida.
Aqui fica apenas uma minuscula homenagem à grandiosidade que o ser humano pode alcançar.




"Invictus"

«Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.»

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini




Correr até andar

«Corremos
Para onde se não para um lugar devagar…
Até a folhas do trigo na ceara parecerão nossas mãos, bem conhecidas.


Corremos
Até não nos sobrar ar para o nosso espírito
E arfaremos em busca de um andar descalço para sentir a areia por entre os dedos dos pés


Corremos
Com nossos olhos a verem em túnel para um tal objectivo
Mas entretanto veremos à lupa cada nosso recanto humano

Começamos a andar para aprender a correr
É correndo, ficamos sem fôlego para voltar a andar

Até parar e por vezes gastar cada nossa falta ar por tanto ter corrido.»

Em paz leva uma doçura de seu ser

De mansinho pousa com o sol, já ao de longe que se anuncia. Levas as jornadas de riso polvilhadas com o trabalho, nunca a retalho. A vida pára por enormes segundos na minha visão do coração. Tudo se renuncia a um silêncio eterno, e as ervas nas terras como as árvores ficam quietas. Sem falarem se veneram pois todas elas foram consigo imensas tardes, e muitos dias. Como o cenário de um palco que era a vida na terra.
A paz deste dia veio para te levar e comungar até ao companheiro de todas as horas… entronizada numa fé movida pela sua expressão amena de sorrisos.
Que todas as encostas de um dia se formem até à lua, e retirem este frio da alma para nos iluminarmos com seu exemplo. Com sua parte de sangue que é meu e irmão de um avô mais que um próprio avô.
Descanse, nos sonhos de Deus que a receberá pelas linhas de sua alma.

A saudade se tornará na lembrança e no exemplo de retirar sua força e luz para connosco em cada dia.