«Corremos
Para onde se não para um lugar devagar…
Até a folhas do trigo na ceara parecerão nossas mãos, bem conhecidas.
Corremos
Até não nos sobrar ar para o nosso espírito
E arfaremos em busca de um andar descalço para sentir a areia por entre os dedos dos pés
Corremos
Com nossos olhos a verem em túnel para um tal objectivo
Mas entretanto veremos à lupa cada nosso recanto humano
Começamos a andar para aprender a correr
É correndo, ficamos sem fôlego para voltar a andar
Até parar e por vezes gastar cada nossa falta ar por tanto ter corrido.»
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