«Escuto-me, numa dor imensa! Tensa quase a forma de respirar os pensamentos... Fico por vezes comigo perdido, e sozinho penso calar tal expressão!
Seguro-me na inércia de nada ser, algures entre a nulidade e a invisibilidade do espirito. Só a alma mantém-se como uma névoa de vento...
Não sei sentir amenamente, fico entre o muito e o bloqueio. Algo que me paralisa os movimentos.
Sou eu que não me valorizo e não me confio a grandeza de ser eu entre milhares de pessoas, não saboreio e desfruto do tesouro que tenho entre as pessoas.
Perante as minhas tempestades, trouxeste-me luz e sol e a minha alma perdida.
Mas por vezes submeto-me às minhas proprias tempestades, como se elas fizessem parte de mim.
O medo de que as tempestades me devastem tudo o que tenho.. só me fazem doer a minha dor ainda mais.»
Mario V. Rafael - 2010
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