Some-se esta chuva pelas persianas
pelas sombras dos lençóis dos sonhos
venta uma inquietação nessa água
dispersa por gotas
e violenta como a sede
Uma água com sede de cair
e lavar os cestos da alma
Migra uma agitação com esse som
da tempestade tempestiva
Vai algures para nenhures
mas se instala no teu acampamento
de pensamentos
de sentimentos.
Como um iman fica-se órfão
apenas um ser vago
que pernoita nos confins
do desalento, mortinho para abraçar o sol
E quando ele vem fica-se apenas por sabê-lo
esquecemo-nos de senti-lo
e abraça-lo
e a vida vai-se com os ventos
e as chuvas...
ZC-19/10/2013
Sem comentários:
Enviar um comentário