Está aqui um ar,
será aquele vazar de tudo o que passou?
É uma cor,
Riscada nos cadernos do mais que sentido
É aquela coisa,
Tua,
A cada esfolhar forte de minhas mãos
Minha,
nuns ilhéus pensantes de areia molhada
Vossa,
na brisa caminhante que leva ao sonho
Nossa,
Pela liberdade tocante a cada horizonte
Da vida,
Sobre um luar
Pensamos, fazemos e amamos
E a cada estar nos proporciona uma entrada para amar
Penosa a sobra das luas
Nos encantos de cada redor dos amantes
Como escondido os volumes dos cabelos na claridade do escuro
Embora cada gota do ar que a noite traz
Caia,
Não é a luz da noite que a filma
Porque ela cai, à nossa frente até dos verdes arbustos

Saibrosa a visão inócua
Das ruas gastas de mil vidas jusantes
Apesar de os caminhos serem fonte de ensino

Mas o que se sente é sempre
A chuva fria na pele do momento
O que aflige é incessantemente
O corte da ferida aberta
O que interessa é permanentemente
Aquilo que nos alcança a conveniência

E as invisíveis gotas do orvalho
As utilidades depreciadas dos pentes que nos alinha os cabelos
As sobras das luas e das ruas
As vozes pedagógicas das areias dos caminhos

Ficam a ser as notas da pauta musical da natureza
Que nos canta a sinfonia da vida
Ensinando

Muito, aconselhando tanto.
ZC 10 de Agosto de 2009
As minhas palavras hoje são este som magnifico, que alimenta qualquer espirito. Estou deveras cansado, cansadissimo, issimo parafraseando um grande poeta Fernando Pessoa.

Saboreiem este som, como se de palavras fossem as vozes de bondade no vosso espirito









Apaziguantes saudações cordias.
ZC 08 de Agosto de 2009