O que fica em cada segundo nosso?

Conduzo meio escuso, pela estrada. A cada retalho de terra pouso aqui e ali, memorando tudo menos aquilo que vejo. Não sou o único nesta rua, que parece infinita mas tem fim como um começo. Uma curva, uma subida, descida e mais uma acelerada no motor ruidoso do carro. Somos tantos e tão poucos… muitos a voar e pousar como eu vou neste grão de tempo da vida. Olhando a estrada, muitos vão de encontro à felicidade e outros à sua morte. Mas quem não caminha para a morte? Todos, uns mais rápido do que outros…
E muitas vezes nem vemos a estrada, nem ruas, nem paisagens, mas apenas aquela dor que nos aflige e a alegria que nos transborda. A inconsciência é um pouco assim, que está nas mais comuns das nossas acções.
Vou, já passei mais 2quilómetros e nem me lembro de ter passado ali. Porque tudo o que eu era, foi aquilo que eu pensava. Mas que muito pensava.
Além dos quilómetros vai o tempo como o vento. Ele gasta-se e são menos estes segundos da vida.

O que fica?

O que somos em cada segundo?

O que deixamos?


Deixem as vossas respostas...

Apaziguantes saudações cordiais. ZC-18 de Julho de 2009

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