Paisagens

Estamos a ir para o fim de semana que se quer que seja de descanso e de alivio de uma semana de cansaço. Por vezes andamos ansiosos de como passar o melhor fim de semana. Ir onde? Ali, mas está muita confusão. Acolá, mas ainda fiquei mais stressado pelo barulho.
Fico a pensar por vezes que essa ansia é pior. Porque não começar, por não pensar em nada de malefico, deixar a mente descontrair e olhar à volta. Ver as arvores, os passaros, a montanho, o campo de relva a vender esperança. Começa aqui, começa dentro de nós a calma e os fim de semanas descansados.
Aqui fica um pequeno trecho do que escrevi quando fazia esse mesmo exercicio, e de um flash da minha visão de um desses momentos, encostados a um rio.






«As paisagens boémias
Alimentam-me do país que é o meu mundo

Trauteando pedaços de austrálias
Como o ar respirando o amarelo das nobres vestes loucas

O sol espalha-se como latas de tinta
Vermelho, azul, branco… que é tanto mais que a tela do meu positivo

Estivo, saboreando as peles de relva
Agarradas a cada naco de terra nunca querendo morrer

A ter, pelo que abraço
No meu regaço as águas de um rio»

O que fica em cada segundo nosso?

Conduzo meio escuso, pela estrada. A cada retalho de terra pouso aqui e ali, memorando tudo menos aquilo que vejo. Não sou o único nesta rua, que parece infinita mas tem fim como um começo. Uma curva, uma subida, descida e mais uma acelerada no motor ruidoso do carro. Somos tantos e tão poucos… muitos a voar e pousar como eu vou neste grão de tempo da vida. Olhando a estrada, muitos vão de encontro à felicidade e outros à sua morte. Mas quem não caminha para a morte? Todos, uns mais rápido do que outros…
E muitas vezes nem vemos a estrada, nem ruas, nem paisagens, mas apenas aquela dor que nos aflige e a alegria que nos transborda. A inconsciência é um pouco assim, que está nas mais comuns das nossas acções.
Vou, já passei mais 2quilómetros e nem me lembro de ter passado ali. Porque tudo o que eu era, foi aquilo que eu pensava. Mas que muito pensava.
Além dos quilómetros vai o tempo como o vento. Ele gasta-se e são menos estes segundos da vida.

O que fica?

O que somos em cada segundo?

O que deixamos?


Deixem as vossas respostas...

Apaziguantes saudações cordiais. ZC-18 de Julho de 2009

Um som da Paz

Uma magnifica musica, com um fantástico video que diz muitissimo.. Quero que entoe paz, e bebam esta musicalidade com as letras que a seguir coloco. Às vezes
é preciso este momentos em que saboreamos tranquilidade, em que nos encontramos com nós proprios.
Isto é como um encontro, mas que a pessoa que nos vamos encontrar somos nós próprios. É preciso fazê-lo e aqui fica uma sugestão para que isso aconteça.
O texto diz para nos agarrarmos, que acaba por ter algum sincronismo com aquilo que visualizas no video, e dá uma inspiração para nos agarrarmos à vida e aquilo que de belo ela tem.
Para ti especialmente vai tudo e as palavras ao som da musica. Agarra-te sempre aos teus sonhos, e aquilo que és.

Ouçam, leiam, mimem-se e dêm voz ao que vos vai aí dentro.






Agarra-te,
Agarra-te muito aos segundos
E deixa que as tuas belezas fecundem

Agarra-te aos teus sentidos
Que até o sol se espraia perante as nuvens
Deixa o sol de teus olhos me inundem de tranquilidade

Agarra-te à tua bondade
Embevecida nas raízes das flores do teu coração

Agarra-te à tua sensibilidade
Torneada pelo teu sorriso
Até nas vestes de teus cabelos

Agarra-te à fé
Que nos diz que cada ser é um tesouro de Deus

Agarra-te a ti
Que és linda (o), no teu enorme interior
Repleto de teu jeito de lua elegante

Agarra-te aos que gostas
Que precisam de ti, como daquilo que somos.

Agarra-te
Agarra-te muito, que muitos por do sol
Virão para que tu escreves ainda muitas páginas na tua vida.




Apaziguantes saudações cordiais


ZC- 10 de Julho 2009

Flores Escritas

O que será que reflecte estas palavras em vossas mentes? Uma tela responderá muito ao que aqui se expõe. Na exposição da minha querida irmã e enorme artista cheia de talento (Flora Cruz) no Posto de Turismo de Viana do Castelo. Muitas telas, inumeras flores, verdejantes sonhos e mil ilusões espraiam-se em cada milimetro de suas viagens coloridas de suas pinturas... E com um pequeno perfume e mimo que são os textos só para que fomente o seu extraordinário trabalho.

Não percam de ir ver. Aqui fica um dos textos, e deixo o azul para vos dar muita tranquilidade.



«Que sonho fazes,
Fluindo essa magia colorida nas hostes de um poeta
Esses riscos poentes pintados
[e sobrados de toda a nossa cor interior]

Que alegria atiças,
Projectando sorrisos límpidos com os teus círculos
[que é a nossa vida, vai dar ao mesmo sitio]
Que elegância acaricias,
Essas folhas delgadas irradiando a minha efemeridade
Muito moldadas na minha subjectividade

Que me agarro ao caule teu
De uma amizade até ao palácio do amor

É azul o teu fundo
Como se retracta o teu mundo
Num mar, sobre as algas da simplicidade
[que então aqui se liga, mas começou quando nasci].»


ZC - 04-07-2009