Invictus

Um grande homem, um grande poema, uma lição de vida.
Aqui fica apenas uma minuscula homenagem à grandiosidade que o ser humano pode alcançar.




"Invictus"

«Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.»

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini




Correr até andar

«Corremos
Para onde se não para um lugar devagar…
Até a folhas do trigo na ceara parecerão nossas mãos, bem conhecidas.


Corremos
Até não nos sobrar ar para o nosso espírito
E arfaremos em busca de um andar descalço para sentir a areia por entre os dedos dos pés


Corremos
Com nossos olhos a verem em túnel para um tal objectivo
Mas entretanto veremos à lupa cada nosso recanto humano

Começamos a andar para aprender a correr
É correndo, ficamos sem fôlego para voltar a andar

Até parar e por vezes gastar cada nossa falta ar por tanto ter corrido.»