Cada pormenor

«Como o sol é vento limpando nossos cinzentos
Num advento
A cada aurora, renovando-nos

Como a gota do orvalho
Que renasce como símbolo do renascimento

E as plantas que abrem-se a cada segundo sem medos

A cada momento
Sem olhar ao tempo, e sentindo cada pormenor

Á brisa que ao de leve beija-nos o rosto
Ao sorriso que nos volve a esperança
Ao abraço do olhar terno

E a vida se vai escrevendo, se vai transpondo como o nosso livro
As nossas páginas
Que são apenas páginas, apenas nós

Que precisamos de nos tornar as nossas próprias palavras
E nunca a dos outros
Ou do tempo que nos leva quem somos.»


ZC - 15/12/2009

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