O ser

«A nobreza do ser é o dedilhar do pensar da tua alma»

Deixo esta reflexão no messenger, como que parafreseando a minha condição em cada aurora. Mas o grande problema por vezes é saber da tua alma, a sua essência e toda o rebordo que ela concerne. Ouvir o que temos cá dentro, o que somos e deixar que a caneta escreva pelo pensar. O pensar é o humanizar da alma, o reportar a nós mesmo que somos um corpo mas em diferenciação de um ser irracional.
E em sociedade accionamos essa mesma humanização accionando a forma caracteristica do ser social que é alterando-nos em função daquilo que os outros são ou provocam em nós... nada que nos corroia a alma, apenas é o dedilhar do pensar desta. E o pensar desta é fluida e desenvoltante perante aquilo que nos chega do exterior mas jamais altera o centro de nós mesmos e aquilo que somos.
O dedilhar desse pensar é que que nos faz nobres porque tomamos em nossas mãos e nossas acções aquilo que somos sempre com a mesma essencia fluindo e bailando neste lugar em que tudo é por vezes um nada cheio de tudo.


Apaziguantes saudações cordiais.



ZC - 23 de Novembro de 2009

Ponto de luz

Hoje vou deixar aqui este pequeno som com a letra incorporada.
Que é para ti,
para teu olhar doce que me envolve e faz ser mais a cada dia.

Obrigado

E estarei sempre aqui como ponto de luz e me guiando por ele que és tu.





«Escutando no vento...
Tua voz secreta...
Que me sopra por dentro
Deixa me ser só seu...
No teu colo eu me entrego,
para que me nutras
E me envolvas ,
deixa me ser só seu ...

Um ponto de luz .,
que me seduz,
aceso na alma...
Um ponto de luz que me conduz,
aceso na alma...

Por trás dessa nuvem,
Ardendo no céu
O fogo do sol...
eternamente quente.
Liberta me a mente,
liberta me a mente ....


Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma»

Cada um no seu momento





«Sempre a soprar
A voar que nem mosquitos livres e tão livres na imensidão do poente

Muito quente,
Sempre viajando por planícies de um mar que tem todo a mesma água

Que sopro, são os pensamentos como leves folhas escritas pelo salitre desta aurora

Outrora e sempre nos guiaremos pelas inconsequências
Do acto nobre e complexo de a inconsciência humana

Por vezes insana
Se levando para uma comporta pesada e barulhenta do mal

Muito descomunal
Se importada para o padrão de paraíso que é o bem.»


Apaziguantes suadações cordiais