Tudo acossado nas sombras
da noite, entre o que se pensa
o que ser quer e nada vem
Apenas as contidas chuvas
rompidas pelo nevoeiro
de um outono gravido
de sol.
Nada... apenas as tardes
vestidas de inverno
e uma dose de cerveja
a iludir esperança
De volta com as redes
com o barco nos pés
pronto a voar sobre o planeta das ondas

com o sabor a sal nos alpendres
vou caminhar sorrindo
desbastando a salgadeira
bebendo o copo da coragem

contente por ver luz
por saber que vou por ali!



ZC-04/09/2013