Estás morto Portugal
cheio de feridas numa agonia que se vê nos teus olhos… os do povo!
Auscuta-se o teu corpo pelas casas
e ouve-se os gritos silenciosos da ausência
Na terra ouve-se a bravura
Do sangue a mexer numa labuta dura
Porque foste quase até ao fim
Portugal
Deixaste resteas de nada a pairar
Sobre a ilusão de ser
Estás a mexer pela conduta
Do amor de pais, pelo amor da vida
Pela saudade e fado
Que será a eterna maneira de tu seres
Irás além de toda a dor
E serás Portugal quando reunires os teus filhos
E de ti seres os portugueses.
ZC-1/3/2013