Nem se vê com as ervas
Porque está tão raso
[e de
facto, não tem sol]
Veio,
Enfim do outro outono
Com as mãos com sono
Espalho a palha
Daquele inverno
Pensando além na Primavera
Quem me dera
Que fosse sempre
Aquilo que não é agora
Ao estilo do Português
Sem hora.
São amoras
O que desejamos
[isso amoras]
É porque dizem que é silvestre
E no entanto
Era o fruto agreste
Que se comia ao pé do amor escondido
E dos beijos requentados
E suados.
Sobro de estações
E complemento-me de emoções
Afinal amanhã
Pode ser qualquer coisa.
ZC - 28/6/2012