Luz parca nos dias de inverno seco
mas asseada e juvenil

com o sol repimpado em adolescente
devotamos a alegria como algo vil

e as arvores sacodem-se do gelo
como os nossos olhos vergam-se para a esperança

numa temperança
num trago de amor que é este amanhecer

o amor de respirar
de sentir que a luz é fonte de vida

esta luz de acordar com os passaros
e a calma das praças camponesas.

ZC-22/01/2012

Anos

Por acaso tudo isto é mais que um vaso
Raso, mas integrante de amor

Esta condição apertada de ver os anos a passar
Sem que tudo fique a sobrar

Tudo é vivido com a sabedoria do momento
O sentimento como estado atento

As horas os dias, as primaveras
Convividas com a bondade do amor
Sem que as feras
Do desalento entornem esta viagem

Que é contar os aniversários
Até ao último
[luar das descobertas].


Saudações Cordiais! ZC-13/01/2012